sábado, 21 de abril de 2007

Disque M para matar

Essa deve ser a terceira vez que fico doente em dois meses. A primeira vez foi um resfriado, a segunda, parecia ser virose, mas era dengue e agora essa semana finalmente a famosa virose, e o que me deixa mais chateada com isso? Todo mundo me diz para ir ao médico.
Não tenho nada contra eles, e nada contra em me curarem, o negócio é o processo pelo qual passo para ser atendida por um deles. Eu não sou nem rica para pedir uma visita exclusiva em casa, aproveitar o conforto da minha cama quentinha enquanto sou medicada. Não. O que acontece é que eu tenho que ir no pronto socorro do hospital que tenho plano (menos mal para mim ser particular, se fosse pública aí que odiaria mais ter que ir ao médico), então eu tenho que esperar um ano ser atendida, porque não só sou eu que fiquei doente, mas outras pessoas também.
A vez que eu percebia a demora foi quando minha avó tava doente e eu tive que ficar esperando ela e o meu pai na sala de espera, vendo um filme de terror, sem contar o detalhe que na época eu estava atravessando tempos nebulosos, a segunda vez tive que acompanhar essa minha avó porque meu pai teve que ir trabalhar e finalmente vi, que a demora até não se devia tanto ao atendimento, mas porque minha avó tinha que fazer altos exames e esperar que eles ficassem prontos para voltar para o médico, o que demorava umas 1 hora para ficar pronto. A terceira vez foi como paciente, para confirmar minha dengue, foi terrível. Eu tava cansada e tive que ficar lá sentadinha esperando o médico, quando ele viu, concordou que era dengue e para confirmar tinha que fazer um exame de sangue (lá vem demora de uma hora) e para passar a dor de cabeça, passou remédio, aliás, eu não sabia, era injetada. Nunca tive problema com injeção, o negócio é que eu tinha que enfrentar duas, tanto do remédio, como do exame.
Depois dessas duas, a espera. Eu me informo e dizem para onde o resultado é levado. Passa-se uma hora e nada do exame, nesse meio tempo, meu pai sai, e minha avó que fica lá comigo. Uns amigos passaram lá para me vê, pois eu liguei para eles dizendo que tava mal, e depois de 1 e 20 meu pai volta e vai atrás do resultado. Mandaram ele até o local que eu fiz o exame, aí então ele volta com o resultado e eu me mordendo de raiva pela palhaçada. Mais uma demorazinha para ser atendida pelo médico, que passa uns remédios e até mesmo para voltar lá e fazer outro exame de sangue para medir a taxa não sei do que. Sorte é a minha que ela esquece de dá o papel do exame, e meu pai já em casa fala que eu não preciso ir lá, ao menos que eu passe mal. Depois de duas horas saio de lá, totalmente estressada, pela demora, pela espera. Outra coisa, é que ir para hospital não é nada agradável, eu via alguns pacientes com entrada para injeções, eu só faltava passar mal, eu não admito as pessoas andarem com uma agulha presa ao corpo.
Meus queridos, é um saco ir ao médico, e na próxima vez que você me mandar ir ver um, pelo ao menos faça o favor de me acompanhar nessa jornada, porque fácil é falar, difícil é ir acompanhar lá. Mas antes de falarem que eu sou negligente com a saúde, eu sempre digo para a pessoa ir ver o médico caso o que ela tenha piore, ou não esteja melhorando, porque eu sei que com saúde não se brinca e quando eu ficar realmente doente, eu vou lá com o médico, mesmo que tenha que enfrentar toda a maratona, mas dessa vez vou dá um jeito de arrastar alguém comigo para tornar a espera mais suportável.

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